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CEO da DB Schenker Brasil ressalta sustentabilidade nas operações da companhia

Publicado em 18/01/2023

Aposta da empresa alemã é operar usando combustíveis de aviação e navios menos poluentes e caminhões elétricos, com meta de liderar movimento global e zerar emissões de CO2 em três décadas

Por Redação


Intenção é obter descarbonização total da companhia nas próximas três décadas (Foto: Michael Mi/Sutterstock)

A DB Schenker está priorizando o uso de combustível sustentável em todas as operações da companhia no Brasil. De acordo com a empresa, o intuito da estratégia é liderar e conscientizar em prol do uso de soluções que estejam em acordo com a pauta global de sustentabilidade nos diferentes modais.

Segundo o CEO da DB Schenker Brasil, Luís Marques, o objetivo é liderar um movimento que incentive o uso de soluções sustentáveis nos diferentes modais. “Nossa meta é ser a companhia líder global do setor de logística até 2030 no tocante à sustentabilidade de nossas ações. Não vamos apenas ser ambientalmente corretos. Queremos que toda a nossa cadeia de fornecedores adote tais premissas. Os ganhos não devem ser apenas para o meio ambiente, mas para toda a sociedade”, ressaltou.

Em novembro, a companhia anuncioua oferta a todos os clientes, em escala global, da possibilidade de escolher transportar a carga aérea utilizando Combustível de Aviação Sustentável (SAF). A opção independe do tipo de avião ou da companhia aérea utilizada.

Por meio da alocação virtual do biocombustível, é possível evitar até 100% de emissão de CO2 na atmosfera. Para isso, a empresa adquiriu 11 mil toneladas de SAF, que vão evitar a produção de mais de 33 mil toneladas de gás carbônico na atmosfera.

O SAF é um combustível alternativo produzido a partir de resíduos renováveis e matérias-primas residuais, como óleo de fritura usado. O CO2 liberado durante a combustão no motor é apenas o CO2 retirado da atmosfera durante a fase de fotossíntese das plantas empregadas para produzir os óleos dos quais o SAF é refinado. Atualmente, o SAF é de três a cinco vezes mais caro do que o combustível fóssil comum.

“Essa inovação representa uma expansão significativa das soluções existentes de frete aéreo sem carbono. Queremos ser parte relevante da descarbonização da indústria”, afirmou o CEO da DB Schenker Brasil. “Nossa preocupação com o meio ambiente vai além do discurso. Buscamos todos os dias alternativas sustentáveis para nossas operações. Além disso, é um compromisso da empresa disseminar essa prática entre clientes, fornecedores e parceiros.”

OPERAÇÕES RODOVIÁRIAS E MARÍTIMAS

A visão de sustentabilidade se estende para outros modais. Nas operações rodoviárias, a DB Schenker lançou em agosto do ano passado o DB Schenker Runway, produto que reúne frentes de atuação que atendem aos pilares ESG, como adoção de caminhões elétricos para entregas vinculadas à moda, contratação de motoristas do sexo feminino para o time e adoção de uniformes produzidos com materiais reciclados em toda a equipe.

Na Europa, a companhia deu início a um projeto que deve ser ampliado para todas as regiões onde está presente, com a compra de 1.500 caminhões elétricos. A intenção com essa ação é levar à descarbonização total da companhia nas próximas três décadas.

Segundo Marques, a redução do uso de combustíveis fósseis é uma política global da empresa. “No modal rodoviário, por exemplo, só abastecemos nossa frota com etanol. É algo que vai além do retorno financeiro. Trata-se de um valor incorporado à nossa cultura”, enfatizou.

As operações no modal marítimo também seguirão essa premissa. A DB Schenker Brasil se antecipou à nova legislação preconizada pela Organização Marítima Internacional (IMO) 2023, de adoção de navios mais modernos e menos poluentes a partir deste mês. Desde 2020, toda a frota utilizada pela empresa já aderiu aos novos parâmetros, tanto no que se refere ao uso de biodiesel quanto no de cargueiros com tecnologia sustentável embarcada.

“A disrupção que existiu nos últimos dois anos nos obrigou a alterar processos e procedimentos para manter os níveis de serviço. Graças a essas alterações e a melhorias na gestão, conseguimos um expressivo ganho de rentabilidade no modal marítimo”, avaliou o executivo.