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Em média, 1,19 milhão de vidas são perdidas anualmente segundo relatório da OMS

Publicado em 25/05/2024

Estudo sobre segurança viária alerta sobre a escala de estatísticas relacionadas ao aumento de acidentes ao redor do mundo

Por Redação

Em média, 1,19 milhão de vidas são perdidas anualmente segundo relatório da OMS
Acidente envolvendo caminhão (Foto: Shutterstock)

Em face dos alarmantes índices de fatalidades nas estradas em 2023, há uma urgência incontestável em compreender e enfrentar os desafios da segurança viária em escala mundial. É neste contexto que a Organização Mundial da Saúde (OMS) apresentou seu último Relatório Global sobre a Situação da Segurança Viária.

Enquanto as estatísticas continuam a ecoar os perigos das estradas, este relatório visa sensibilizar quanto a importância da segurança no trânsito, destacar as melhores práticas, enfatizar políticas eficazes e fornecer orientações para reduzir as mortes e lesões no trânsito.

Assim, o relatório destaca não apenas os números, mas também os insights vitais necessários para direcionar políticas, práticas e esforços em prol de estradas mais seguras e comunidades mais protegidas.

Neste artigo, vamos listar alguns dos principais pontos analisados pelo relatório, apresentando questões urgentes e soluções potenciais para alcançar um futuro em que as estradas sejam mais seguras para todos, dentro do contexto do Maio Amarelo – mês de conscientização global sobre segurança no trânsito.

15 MORTES A CADA 100 MIL HABITANTES

Um dos dados mais alarmantes apresentados no levantamento da OMS é o de que são registradas 15 mortes a cada 100 mil habitantes em decorrência de acidentes de trânsito no mundo, evidenciando a urgência de ações para reduzir esse número.

O relatório mostra também que países de diferentes níveis de renda são afetados, ressaltando a necessidade de medidas eficazes e colaborativas para melhorar a segurança viária em escala global. Para isso, a coleta de dados precisos e abrangentes é fundamental para uma compreensão mais profunda da extensão do problema e direcionamento de intervenções eficazes.

No entanto, o relatório aponta que a completude dos dados ainda é um desafio, com registros policiais, hospitalares e estatísticas vitais apresentando níveis de qualidade variados. Nesse sentido, o estudo da OMS destaca ainda a importância de informação íntegra para impulsionar iniciativas de saúde pública e orientar políticas de segurança viária.

CARROS REPRESENTAM 30% DAS MORTES

Outro ponto preocupante é o número de acidentes envolvendo automóveis, que representam uma parcela significativa das mortes no trânsito, apontando para a importância de políticas direcionadas à segurança veicular e à conscientização dos motoristas.

Em vista desse número, o relatório destaca a necessidade de regulamentações mais rigorosas e de incentivos para a adoção de tecnologias que possam reduzir os riscos de acidentes envolvendo veículos automotores. Além disso, a adesão a padrões técnicos para o desenvolvimento de novas estradas que considerem a segurança de todos os usuários é essencial.

Nesse sentido, a implementação de convenções internacionais e a adoção de normas de segurança veicular podem contribuir significativamente para a redução do número de mortes relacionadas a acidentes automobilísticos, promovendo um ambiente viário mais seguro e protegendo a vida dos usuários das vias.

Segundo a OMS, carros são os principais envolvidos em acidentes com mortes no mundo, chegando a 30%; no Brasil, outro ponto preocupante são as ocorrências com caminhões –  só até abril do ano passado, quase metade das mortes registradas em acidentes (46%) envolveram caminhões e veículos de carga pesada, conforme dados da Polícia Federal.

COMPORTAMENTO DE RISCO

Nessa mesma direção, o relatório identificou uma prevalência de comportamentos de risco no trânsito, como excesso de velocidade, consumo de álcool antes de dirigir, não utilização de capacetes e cintos de segurança e distração ao volante.

Os dados revelam taxas alarmantes desses comportamentos em diversos países, ressaltando a necessidade de campanhas educativas e fiscalização mais efetiva para promover uma cultura de segurança viária.

LEIS QUE NÃO ATENDEM AOS CRITÉRIOS DA OMS

Mais um ponto crucial destacado pelo relatório mostra que a legislação em muitos países não está em conformidade com os critérios de melhores práticas da OMS, com apenas seis países possuindo leis que abordam todos os cinco principais fatores de risco de acordo com as recomendações da OMS, que são: excesso de velocidade, consumo de álcool antes de dirigir, uso de capacetes em motocicletas, uso de cintos de segurança e sistemas de retenção infantil.

A implementação de leis que atendam a esses critérios é fundamental para reduzir os acidentes de trânsito e suas consequências, sendo essencial que mais países adotem medidas legislativas alinhadas com as melhores práticas internacionais em segurança viária.

REDUZIR MORTES E LESÕES NO TRÂNSITO EM 50% ATÉ 2030

O levantamento analisa o cenário no período de 2010 a 2021 e estabelece um ponto de referência para os empenhos na consecução do objetivo estabelecido pela Década de Ação das Nações Unidas 2021-2030, que busca reduzir pela metade as fatalidades no trânsito até o ano 2030.

Este é um objetivo ambicioso que requer ação imediata e coordenada de governos, organizações e sociedade civil. Além disso, investimentos em infraestrutura segura, campanhas de conscientização e políticas eficazes são fundamentais para alcançar essa meta e garantir estradas mais seguras para todos os usuários.

ESTRADAS DO FUTURO

Enfrentar o desafio dos acidentes em estradas e rodovias do Brasil não é uma questão simples e, ao mesmo tempo, trata-se de uma demanda que pede urgência. De acordo com dados da CNT (Confederação Nacional de Trânsito), só em 2022, mais de 64 mil acidentes foram registrados no país — desses, 82,1% deixou vítimas, incluindo mortos e feridos. Em termos gerais, o Brasil ocupa a preocupante posição de 3º país com o maior número de mortes no trânsito, conforme relatório da OMS (Organização Mundial de Saúde). 

MundoLogística lançou a campanha “Estradas do Futuro”, uma iniciativa que conta com patrocínio da nstech e da Quartzolit, apoio da Onisys, da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL) e da Associação Brasileira de Logística (Abralog). Por meio da campanha, o intuito é unir os diferentes atores da cadeia logística nacional, difundindo conteúdos educacionais que tragam tanto visibilidade para a pauta da segurança no transporte rodoviário, quanto práticas e divulgação de soluções que possam colaborar com a capacitação e proteção de motoristas.

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