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Comércio virtual gasta, em média, R$ 27 por cliente com frete convencional, aponta pesquisa

Publicado em 12/06/2023

Segundo o Melhor Envio, logtechs garantem aos lojistas economia de até 41% em gastos com frete em produtos; dados são referentes aos segmentos de moda, beleza, lazer, esporte e saúde

Por Redação


Segundo a ABOL, as startups do setor gastam, anualmente, R$ 750 bilhões em inovações (Foto: Freepik)

Diminuir os custos logísticos tanto para os empreendedores virtuais quanto para os consumidores, sem comprometer a qualidade dos serviços, são desafios constantes para as logtechs. Segundo um levantamento da Associação Brasileira dos Operadores Logísticos, as startups do setor gastam, anualmente, R$ 750 bilhões em inovações. Esse montante representa 12% do faturamento das empresas e coloca o Brasil em 61º posição no ranking global de desempenho logístico do Banco Mundial.

De acordo com um relatório do Melhor Envio, plataforma de gestão de fretes, em 2022, os lojistas gastaram, em média, R$ 27 por cliente para enviar encomendas de forma convencional no Brasil. O número é o cálculo entre o preço médio do frete e as dimensões médias dos envios de produtos realizados pelos lojistas da empresa.

Dados divulgados pela ABComm mostram que o comércio eletrônico brasileiro gerou cerca de 368,7 milhões de pedidos em 2022 e um ticket médio de R$ 460 por cliente. Ou seja, o frete representa quase 6% do valor final pago pela média dos consumidores.

O diretor-geral do Melhor Envio, Pedro Baron, conta que, além do frete, os gastos também incluem armazenamento, embalagem, mão de obra e a possibilidade da logística reversa: “Esses valores podem representar uma parcela significativa dos custos totais do e-commerce, por isso, é essencial que os empreendedores busquem maneiras de otimizar os processos logísticos, reduzindo custos e melhorando a eficiência operacional para garantir a sustentabilidade e rentabilidade do negócio”, afirmou.

Um dos recursos propostos pela empresa é o chamado frete centralizado, para envios realizados pelas transportadoras como Correios, Jadlog e Loggi, com intermediação da plataforma. Considerando as cinco categorias mais representativas no número de envios em 2022 — moda; joias e relógios; beleza e cuidado pessoal; entretenimento, lazer, esportes e saúde —, essa economia com frete do lojista pode chegar a até 41% em relação aos demais preços da plataforma.

“Sabemos das dores dos nossos usuários, por isso, estamos constantemente investindo em tecnologia, parcerias estratégicas, centros de distribuição eficientes e processos logísticos bem definidos para deixar a entrega de mercadorias o mais otimizada possível aos lojistas e, consequentemente, ao consumidor final”, explicou Pedro Baron.