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As 5 rodovias mais perigosas do estado de São Paulo

Publicado em 27/02/2024

Estradas de São Paulo registraram mais de 2,1 mil acidentes em 2023; veja quais são os piores trechos

Por Redação

As 5 rodovias mais perigosas do estado de São Paulo
Só em 2023 foram 2.171 acidentes nas rodovias paulistas (Foto: Divulgação)

Viajar pelo trânsito de São Paulo pode ser uma experiência desafiadora, especialmente quando consideramos o alto número de acidentes registrados no estado. Conforme dados do Infosiga, só em 2023 foram 2.171 acidentes nas rodovias paulistas que acarretaram em mais de 2,3 mil mortes (uma média de sete por dia).

Dentro desse contexto, é válido salientar que, no Brasil, quase metade das mortes nas rodovias envolve acidentes com caminhões, um indicador preocupante para a realidade de São Paulo, estado conhecido por sua intensa atividade logística e que enfrenta desafios importantes no que diz respeito à segurança viária em suas estradas e rodovias.

De acordo com o Anuário de 2022 da PRF, as principais causas dos acidentes incluem desde acesso irregular à via até comportamentos de risco dos condutores, como o uso de celular ao volante e ultrapassagens indevidas, evidenciando a necessidade urgente de medidas para mitigar esses números alarmantes, incluindo estratégias dos operadores logísticos em prol de uma cultura de direção preventiva e responsável.

Pensando nesse cenário, trouxemos uma lista com as 5 rodovias mais perigosas do estado de São Paulo também com base nos dados levantados pelo Infosiga. Esse recorte destaca as vias com maior número de acidentes fatais e mortes em 2023. Confira quais são e suas principais características!

ANHAGUERA

Embora seja considerada uma das mais bem conservadas do país, a rodovia Anhanguera (SP-330), está no topo do ranking do Infosiga com 130 acidentes fatais e 140 mortes no total, apenas em 2023. Um fator importante para sua posição no ranking é que a Anhanguera é uma das estradas mais movimentadas do Brasil e tem um tráfego pesado de caminhões que demandam atenção redobrada dos condutores.

PRESIDENTE DUTRA

Com uma extensão de 402 quilômetros, do Trevo das Margaridas no Rio de Janeiro até a Ponte Presidente Dutra em São Paulo a Dutra (extenso trecho da BR-116) é também um dos principais eixos da malha logística do país, ficando em segundo lugar na lista das mais perigosas devido a ocorrência de 160 acidentes com mortes e 112 vítimas fatais.

RAPOSO TAVARES

Primeiro acesso da capital ao oeste do estado, a rodovia Raposo Tavares (SP-270) tem grande movimento de veículos e apresenta curvas acentuadas, não à toa está em terceiro lugar no levantamento com 96 vidas perdidas em 89 acidentes com vítimas fatais.

RÉGIS BITTENCOURT

Outro trecho da BR-116 que fica entre São Paulo e a divisa entre o Paraná e Santa Catarina, a rodovia Régis Bittencourt é uma das mais perigosas do país e, inclusive, ganhou o nome de “Rodovia da Morte” em decorrência de acidentes fatais em trechos da Serra do Cafezal, em São Paulo. Em 2023, o número de acidentes fatais nessa rodovia foi de 76 e 86 mortes foram registradas.

WASHINGTON LUÍS

Fechamos nossa lista com a rodovia Washington Luís, oficialmente SP-310, uma radial que faz a ligação de São Paulo a diversos municípios como São Carlos, Araraquara e Catanduva. Somente em 2023 ocorreram na rodovia 71 acidentes com vítimas fatais ocasionando 77 óbitos.

O QUE FAZER PARA MUDAR?

“Só em 2023, o Estado de São Paulo registrou 2.171 acidentes nas rodovias paulistas que acarretaram em mais de 2,3 mil mortes (uma média de sete por dia)"

Como vimos, as estatísticas de acidentes fatais nas rodovias paulistas revelam uma realidade alarmante, uma vez que muitas vidas são perdidas a cada ano em acidentes que poderiam, em ampla medida, ser evitados. Assim, reverter esses números é uma necessidade de extrema urgência e apesar de complexas, uma série de medidas podem ser implementadas para a transformação desse cenário.

MANUTENÇÃO E SINALIZAÇÃO

A falta de manutenção adequada e a deficiência na sinalização são fatores cruciais que contribuem para tornar as rodovias de São Paulo mais perigosas. Buracos na pista, ausência de acostamentos seguros e placas danificadas são apenas alguns dos problemas enfrentados pelos motoristas, aumentando o risco de acidentes graves.

Medidas preventivas como recapeamento, manutenção de placas de sinalização, drenagem eficiente, iluminação adequada e defensas metálicas em áreas perigosas são pontos cruciais para garantir a segurança dos condutores e reduzir significativamente o número de acidentes.

TECNOLOGIA E CONSCIENTIZAÇÃO

Os avanços tecnológicos oferecem diversas soluções para a prevenção de acidentes nas rodovias, por exemplo: sistemas de alerta de colisão, controle de estabilidade veicular e monitoramento por câmeras são algumas das tecnologias que podem auxiliar na redução dos índices de mortalidade nas rodovias.

Nesse sentido, a conscientização dos motoristas é outro fator essencial para reduzir os índices de acidentes. Investir em campanhas educativas, palestras e fiscalização rigorosa são medidas que podem promover uma mudança de comportamento entre os condutores e usuários das vias, incentivando a prática de uma direção mais responsável.

INVESTIMENTOS PÚBLICOS E A PARTICIPAÇÃO DO SETOR PRIVADO

Finalmente, uma junção de iniciativas que incluem o aumento dos investimentos públicos na qualidade das rodovias visando ganhos de segurança e eficiência logística se coloca como fundamental. É sempre bom lembrar que a baixa qualidade de nossa infraestrutura aumenta expressivamente o Custo Brasil e impacta na competitividade das empresas.

Em complemento, a união do ecossistema de players logísticos – no sentido de compartilhar práticas que estimulem a segurança no trânsito – é outro ponto relevante.

A Campanha Estradas do Futuro trabalha em prol dessa integração, com ações multissetoriais que tem o propósito de reduzir os acidentes nas estradas e rodovias, protegendo a vida de milhares de caminhoneiros que movimentam a economia do país.

ESTRADAS DO FUTURO

Enfrentar o desafio dos acidentes em estradas e rodovias do Brasil não é uma questão simples e, ao mesmo tempo, trata-se de uma demanda que pede urgência. De acordo com dados da CNT (Confederação Nacional de Trânsito), só em 2022, mais de 64 mil acidentes foram registrados no país — desses, 82,1% deixou vítimas, incluindo mortos e feridos. Em termos gerais, o Brasil ocupa a preocupante posição de 3º país com o maior número de mortes no trânsito, conforme relatório da OMS (Organização Mundial de Saúde). 

MundoLogística lançou a campanha “Estradas do Futuro”, uma iniciativa que conta com patrocínio da nstech e da Quartzolit, apoio da Onisys, da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL) e da Associação Brasileira de Logística (Abralog). Por meio da campanha, o intuito é unir os diferentes atores da cadeia logística nacional, difundindo conteúdos educacionais que tragam tanto visibilidade para a pauta da segurança no transporte rodoviário, quanto práticas e divulgação de soluções que possam colaborar com a capacitação e proteção de motoristas.

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